Quando fiz 30 anos sabia que muita coisa me esperava.

Não sabia a intensidade, mas sabia a quantidade.

A virada foi num bar de drinks, bolo emo, unhas rosas e muitos amigos. Exagero, ao menos na comida e na bebida. Mas exagero que se brinda, não que se restringe. Afinal, só se faz 30 uma vez…

Exagero também pela amizade, de alegria, de felicidade, desses que a gente quer mais e deveria poder mais. Afinal, amizade é algo que se tem o tempo todo… ou ao menos deveria.

O corpo começa a funcionar diferente, diziam uns.

Depois dos 30 tu vai ver, outros falavam.

E eles não estavam mentindo, mas existe uma coisa que ninguém me contou:

Como é bom poder viver aos 30.

Se eu tive uma crise entre meu aniversário e o final do ano? Sim.

Se eu parei pra refletir se tudo na minha vida estava no lugar que eu gostaria e me decepcionei? Sim.

Mas sabe o que eu vi nisso também? Tudo que fiz, todas as pessoas que passaram na minha vida. Todas que marcaram e saíram. Todas que talvez eu não lembre mais o nome, mas sempre encontrava nas ruas da cidade. Todas que marcaram e permaneceram. Essas são minha rede de apoio.

O que mais mudou? TUDO.

Somos seres sociais, precisamos dos nossos rituais. Todo aniversário é uma passagem. Uma nova revolução se inicia.

Muita coisa poderia ter acontecido e não aconteceu. Muita coisa impensável, que não deveria acontecer, aconteceu. E com 30 anos eu me sinto mais leve, sabendo que tenho um caminho grande pela frente, que não cheguei no meu auge ainda e talvez nunca chegue (até porque chegar no auge significa que depois só temos a perder).

E o que mais importa pra mim, agora, é saber que eu posso me permitir. Olho meu caderninho e metade das visões pra 2025 não fazem mais sentido. Do restante, algumas já resolvi e outras estou repensando totalmente…

Se os 30 são os novos 20 eu não sei e nem acho que essa frase faça sentido. Mas eu me sinto melhor agora do que aos meus 20, isso sim.

— Fica esse registro para o meu eu do futuro e para todos que ainda vão fazer 30 ou os que já fizeram 30.