A lua de mel começou em Porto Alegre. No São Pedro, Ian Ramil lançou o tetein. O teatro inteiro parecia pulsar junto. Não foi só um show. Foi bênção. Foi um começo.

Depois vieram os voos. Sempre atrasados, sempre longos, sempre testando nossa paciência. Avião gosta de perguntar se a gente realmente quer chegar. E a gente queria. Muito. Cada espera aumentava a fome do pouso.

Quando Roma se abriu, bastou pouco. O trem rápido, dois quilômetros até o hotel, uma vista que já era promessa. Santa Maria Maggiore, Fontana di Trevi, o primeiro gelato, o prato de cacio e pepe que se transformou em memória.

Difícil chegar. Mas assim que chegamos, já não havia vontade de partir. Como se o próprio cansaço fosse parte do rito, o caminho inteiro pedindo prova de que valia a pena.

No meio disso tudo, a promessa que fiz a mim mesmo. Vir para a lua de mel com menos de cem quilos. Não cumpri. Fica para o ano que vem.